Prótese fixa e removível
A perda de dentes pode ser
provocada pela cárie, doenças das gengivas e por traumatismos.
(as doenças das
gengivas são a principal causa)
Quando faltam dentes, os
que estão ao lado e os oponentes tendem a mover-se para o espaço livre
provocando todo o tipo de desequilíbrios nas arcadas dentárias. Também
se dá a reabsorção do osso
alvéolar
(desaparecimento,
por absorção pelo organismo),
que é o osso esponjoso onde estão implantadas as raízes dos dentes. Para
restaurar as funções: mastigatória, estética e fonética, e minimizar os
efeitos acima referidos, fazem-se as próteses dentárias.
As
próteses dentárias podem ser removíveis
(o paciente pode-as tirar
sempre que o desejar)
, ou fixas
(cimentadas no lugar com uma cola especial e só o dentista as poderá
remover) . Ambas as
próteses podem ser parciais ou totais
(as fixas só podem ser
totais no caso de implantes).
Prótese
removível
- As próteses removíveis
podem ser parciais e totais.
As
parciais removíveis podem
ser totalmente em acrílico ou terem uma parte metálica chamada esqueleto
e destinam-se a substituir um ou mais dentes. Estas últimas são
conhecidas como esqueléticas.
figura 1 -
(esquelética inferior)
As próteses parciais
removíveis em acrílico são o tipo de prótese mais económico e deveriam
ter apenas um carácter temporário. No entanto são as mais usadas em
Portugal por razões sócio económicas.
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figura 2 -
boca
com falta de 1
dente
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Este tipo de prótese
é mantida na boca pelas retenções presentes nos dentes que ainda
restam. Apoia-se nos tecidos moles e no caso de algumas
esqueléticas também nos dentes naturais ainda presentes.
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figura 3 -
prótese acrílica superior com 1 dente (clique na imagem)
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As totais removíveis
são normalmente em acrílico e destinam-se à substituição de todos os
dentes. São suportadas apenas pelos tecidos moles e estrutura óssea
subjacente.
Mantém-se na boca pela acção conjunta de pequenas retenções da anatomia
do que resta do osso alvéolar, da língua, dos músculos faciais, e no
caso da prótese superior, do efeito de vácuo entre a superfície interna
da prótese e o palato
(céu da boca).A
retenção destas próteses é muito problemática quando há uma reabsorção
quase total do osso alvéolar. Nesta situação a única solução é recorrer
aos implantes.
Os dentes utilizados quer
nas parciais quer nas totais são normalmente dentes pré fabricados em
acrílico. Podem eventualmente ser usados dentes pré fabricados em
porcelana a pedido do paciente. Haverá um custo acrescido neste caso. Os
dentes de porcelana têm a vantagem de resistirem muito mais ao desgaste,
terem um aspecto mais natural e não sofrerem alterações na cor com o
tempo. Por outro lado são muito mais caros e difíceis de reparar quando
se partem e levam a uma maior reabsorção do que resta do osso alvéolar
por serem mais duros.
Há porém que ter em
consideração que as próteses removíveis têm um período de vida limitado
pelas contínuas alterações da boca e pela degradação dos materiais
empregues.
No caso
das próteses removíveis, sempre que houver possibilidades económicas é
aconselhável mandar fazer uma prótese suplente. Assim evita os
contratempos que poderá ter se a sua prótese se partir. Esta prótese
suplementar poderá ter menos dentes e ser apenas em acrílico, reduzindo
desta forma o seu custo.
Prótese
fixa
- As
próteses fixas são constituídas por
coroas, pontes e coroas Richmond.
figura 4 (dente
natural talhado figura 5 (coroa artificial em cerâmica
para receber coroa em
cerâmica) cimentada no coto do dente natural)
As
coroas
são capas que se destinam a reconstruir a coroa natural do dente
parcialmente destruído. Implica a existência de parte da estrutura do
dente que se propõe reconstruir e ao qual será cimentada.
Quando faltam um ou
mais dentes mas existem dentes ao lado desse espaço, pode-se fazer
uma ponte. Os avanços da
dentistria permitem hoje uma nova opção, a coroa apoiada num
implante.
A
ponte
é uma restauração protésica destinada a substituir um ou mais dentes,
apoiando-se em dentes vizinhos ao espaço desdentado. Os elementos que
ficam suspensos são denominados ponticos.
Coroa Richmond
- Quando a destruição do dente é de tal ordem que só resta a raiz, a
coroa artificial pode ser feita com uma extensão que entra pelo canal
pulpar
(canal do nervo)
existente no interior da raiz.
Todos estes elementos de
restauração e substituição dos dentes devem ser feitos em laboratórios
de prótese dentária. É preciso não confundir estes trabalhos com as
coroas acrílicas
(os chamados pivots)
que por vezes são aplicadas pelos dentistas com objectivo temporário e
não têm qualificação nenhuma para serem consideradas como um tipo de
restauração fixa permanente. A prótese fixa é a opção ideal nos casos em
que faltam poucos dentes, não só pelo conforto como pela estética,
embora seja mais cara que a prótese removível.
As coroas e pontes são
feitas com uma estrutura interna em
metal que lhes dá robustez e recobertas de cerâmica com a tonalidade dos
dentes do paciente. Também poderão ser feitas só de metal ou só de
cerâmica.