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Implantes
dentários
O QUE SÃO IMPLANTES
DENTÁRIOS ?
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São
raízes metálicas artificiais fabricadas com o metal Titânio. Têm a
forma aproximada de uma raiz dentária, sendo colocados dentro dos
ossos maxilares. Após algumas semanas, o osso da pessoa se une ao
implante, formando uma estrutura única, sendo por isto chamados
IMPLANTES OSTEOINTEGRADOS. Após esta integração, a nova raiz já tem
condições de suportar um dente (uma coroa artificial) ou servir de
base para uma ponte fixa. |
COMO
SÃO COLOCADOS ?
São
várias etapas:
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1. Planejamento |
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2. Colocação dos implantes |
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3. Reabertura dos implantes |
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4. Moldagem |
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5. Provisórias |
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6. Dentes definitivos |
1.
Planejamento
É a fase
mais difícil e a Mais Importante. Um profissional gabaritado deverá
pedir-lhe exames radiográficos feitos com marcadores especiais, que
permitam uma medição precisa da quantidade de osso disponível em seus
maxilares. Quanto mais osso melhor, pois assim poderemos usar implantes
maiores, com maior resistência, maior superfície de contato e,
conseqüentemente, maior área de osteointegração. Será feito um exame
minucioso de suas estruturas orais (incluindo dentes, gengivas, mucosas,
língua, músculos da mastigação, padrão de mordida e desoclusão,
avaliação da saliva e hábitos higiênicos). Serão feitos modelos de gesso
de suas arcadas dentárias para estudo, os quais serão montados em um
articulador (aparelho para o estudo dos movimentos mastigatórios). Nele
serão estudados a forma e função dos seus dentes naturais,
possibilidades e alternativas de próteses (planejamento dos dentes
artificiais). Serão solicitados exames laboratoriais, para avaliar sua
condição geral de saúde e metabolismoósseo e, ainda, exames específicos
para detectar sua qualidade óssea. Com base nisto tudo, o profissional
decidirá o tipo de prótese (os dentes) ideal para o seu caso específico.
Juntando estas informações com suas medidas e qualidade ósseas é que
será decidido o número , distribuição (localização ideal) e tamanho dos
implantes. Quanto maiores, mais largos e em maior número, tanto melhor o
resultado final e melhor a capacidade mastigatória . Serão avaliadas
suas gengivas e sua higiene. Doenças gengivais, cáries, infecções,
dentes com tratamento de canais duvidosos e má higiene (acúmulo de placa
microbiana) contra-indicam a colocação de implantes. A fase cirúrgica só
pode ser realizada após completamente eliminados os problemas acima.
2. Colocação dos implantes (das raízes artificiais)
É a Primeira fase cirúrgica. Pode ser subdividida, se você não tiver
quantidade óssea suficiente.
Preparação óssea (incluindo enxertos, extrações de raízes
inaproveitáveis, retratamento de canais com lesão, procedimentos para
colocar a gengiva em condições excelentes, etc).
Colocação das raízes artificiais: Por meio de uma pequena cirurgia, sob
anestesia local, um guia cirúrgico é colocado na boca do paciente,
indicando o local exato para as perfurações ósseas. Nestas perfurações,
feitas por brocas especiais, sob irrigação, as pequenas raízes metálicas
são colocadas, devendo ficar bem justas. As gengivas recebem pontos e o
paciente é dispensado após a recuperação, podendo usar uma prótese
provisória após 2 ou 3 dias. Porém, se a área não for de importância
estética absoluta, o ideal é permanecer sem prótese alguma, uma vez que
o repouso dos implantes é fator fundamental ao sucesso.
3. Reabertura dos Implantes
É a segunda fase cirúrgica. Com um mínimo de 4 meses após a primeira
fase cirúrgica, é feita uma pequena abertura na gengiva para acomodar um
conector, que vai unir a raiz artificial à coroa (o novo dente) e dar o
contorno adequado à gengiva.
4. Moldagem
Uma vez cicatrizada a gengiva, é feita uma moldagem, com a colocação de
pequenos pinos de moldagem. São feitos modelos de gesso da boca, com os
implantes em suas posições exatas.
5. Provisórias
Feitas em acrílico da cor dos dentes, para estimular a maturação óssea
em volta das raízes artificiais.
6. Dentes Definitivos
Como todas as conexões são pré-fabricadas, a adaptação e justeza do
trabalho são incomparáveis. Os dentes são aparafusados sobre as raízes
artificiais e podem ser removidos sem esforço pelo profissional, caso
seja necessário algum reparo da porcelana, tratamento gengival ou
aumento da prótese por perda de algum outro dente natural. Mesmo na
ausência de qualquer destas intercorrências, anualmente, é aconselhável
o desparafusamento e um polimento.
A cabecinha do parafuso, que aparece sobre os dentes, pode ser recoberta
com resina da cor dos dentes vizinhos.
HÁ QUANTO TEMPO EXISTE ESTA TÉCNICA ?
Os implantes modernos, feitos com bases científicas, são conhecidos pela
comunidade internacional há pouco mais de dez anos. No Brasil, o
primeiro realizado foi em 1986, e em Brasília em 1989.
EXISTEM IMPLANTES DIFERENTES ?
Atualmente, existem no mercado mais de 40 tipos de implantes modernos,
havendo até alguns brasileiros de alta qualidade. É como carro. Existem
várias marcas e modelos. Um tem uma aplicação, outro funciona melhor sob
certas condições.
E A REJEIÇÃO ?
A
rejeição é um fenômeno biológico de defesa do organismo, que reage
contra tecidos ou organismos vivos, que invadem ou são colocados em
nosso corpo. Por exemplo: Se micróbios ou bactérias penetram em nosso
dedo, o nosso organismo produz anti-corpos. Se um caco de vidro penetra
no braço de uma pessoa, mas não leva bactérias, esse pedaço de vidro
permanece inerte, uma vez que nosso organismo só reage contra
substâncias vivas (proteínas ou glicoproteínas). Da mesma forma o
implante. É impossível um implante provocar rejeição ou reação de
corpo-estranho. O titânio, dos implantes modernos, chega a propiciar a
formação óssea. Se um implante é perdido, deve-se pesquisar a causa, mas
certamente rejeição jamais será.
QUANDO (E COMO) SÃO FEITOS OS DENTES ?
Os dentes
só podem ser feitos após a osteointegração (união entre o osso e a raíz
artificial), ou seja, de 4 a 6 meses após a colocação dos implantes. No
caso de enxerto ósseo este tempo deve ser extendito. Porém, a
osteointegração neste período ainda é imatura, ou seja: devem ser
colocados dentes provisórios, de plástico, o que vai estimular a
maturação óssea por um período de 3 a 6 meses. Aí então podem ser
confeccionados os dentes definitivos, sendo usados prata,paládium,
titânio e ouro, recobertos por resina acrílica ou porcelana (cerâmica).
QUANTO TEMPO DURA UM IMPLANTE ?
Teoricamente, um implante dura para sempre, desde que tenha havido um
planejamento adequado; o paciente tenha boas qualidade e quantidade
ósseas, tenha boa capacidade de reparo (cicatrização e regeneração); o
sistema de implantes seja o mais indicado para o caso; o cirurgião tenha
bom treinamento; a prótese (os dentes) tenham sido executados de acordo
com o planejamento inicial, possibilitando uma boa oclusão (mastigação),
sem cargas excessivas; e o mais importante: QUE O PACIENTE MANTENHA
EXCELENTE HIGIENE AO REDOR DE SUAS RAÍZES ARTIFICIAS, MANTENDO POLIDA E
BRILHANTE A TRANSIÇÃO ENTRE O DENTE E A RAIZ.
QUAL A GARANTIA DE UM IMPLANTE ?
O resultado final do tratamento depende fundamentalmente da capacidade
de regeneração e cicatrização, do estado geral de saúde e dos
procedimentos meticulosos de higiene do paciente, além de sua cooperação
e cumprimento de todas as orientações do profissional. Desta forma,
nenhuma garantia absoluta pode ser oferecida.
A HIGIENE É TÃO IMPORTANTE ASSIM ?
Estudos estatísticos apontam que, dentre os poucos casos de insucesso de
implantes, a esmagadora maioria é causada por falta de cuidados
higiênicos adequados e a conseqüente formação de placa microbiana entre
as raízes artificiais e as gengivas.
COMO DEVO REALIZAR A HIGIENE DOS IMPLANTES?
1.
óculos de grau (se usar, não esquecer de colocá-los)
2. escova
3. pasta dental c/ flúor
4. escova interdental
5. fios especiais ( fita, super fio, ultra fio )
6. bochechos (colutórios): * Água morna
* Flúor
*
Anti-sépticos
9. palito
10. passa-fio
11. escova uni-tufo
A escova
dental é o instrumento de higiene oral. O restante são procedimentos
complementares. No caso de raízes artificiais, alguns destes tornam-se
obrigatórios, pelo menos uma vez ao dia, como é o caso da escova
interdental e do super-fio. Porém, em cada caso em particular, o
profissional deve orientar e treinar seu paciente para a execução
correta de cada procedimento.
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